“A minha vida adulta consolida a simbiose entre a arte e a experiência pessoal. E a minha obra, um reflexo da minha vida familiar e dos anseios mais profundos do meu ser.”
Filipa Sáragga d’ Orey é uma artista plástica e escritora portuguesa que consagra o seu talento criativo e obra à transcendência, à família e a causas ligadas à infância. Ela cria pintura e livros com propósito.
A sua obra plástica e literária é um autorretrato emocional que revela sonhos, alegrias e fragilidades onde plasma a alma do que a rodeia, para conectar com a beleza, a serenidade total e oferecer paz a quem as contempla.
Nascida em Lisboa em 1984, Filipa Sáragga licenciou-se em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e em 2013 frequenta uma pós-graduação sobre o Desenvolvimento através das Artes Expressivas. A sua trajetória vital -marcada por experiências de superação em termos de saúde, maternidade e de autodescoberta- marcou uma voz pessoal na literatura infantil e um olhar próprio na arte contemporânea portuguesa.
Esta artista transforma a luz, a espiritualidade e as suas filhas nos pilares da sua obra. O seu universo artístico, profundamente ligado à cor e à emoção, desenvolve-se a partir da sua casa-atelier, entre o mar do Estoril e a serenidade da sua casa, com uma linguagem própria onde confluem a introspeção, a fé e a beleza quotidiana. Um espaço em que o seu processo criativo convive com a vida quotidiana e a espiritualidade.
A sua última exposição individual, Raízes e Luz, inaugurou no Centro Cultural de Belém de Lisboa em fevereiro de 2025, inspirada na sua vida familiar e no seu mundo interior, era um percurso abstrato pela natureza, a sacralidade e o amor cheio de geografia íntima e cores vibrantes. Um diálogo entre o terreno e o transcendental em 13 telas muito botânicas.
Ao longo dos anos, Filipa tem exposto as suas coleções em diversos sítios de arte de Portugal, como a Galeria AP’Arte, a Cordoaria Nacional e a Sociedade Nacional de Belas Artes.
Filipa Sáragga d’Orey contou, nos seus inícios, com o apoio da artista portuguesa internacional Paula Rego como madrinha. Atualmente trabalha com paixão em As Três Filhas, um duplo projeto pictórico e literário: uma coleção de livros educativos e quadros de grandes dimensões.
Os seus livros A Princesa Azul e a Felicidade Escondida e O Livro das Emoções fazem parte do Plano Nacional de Leitura das escolas lusas, e contaram com o apoio do escritor Lobo Antunes, do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
Graças ao sucesso dos seus livros de inteligência emocional, Filipa Sáragga é uma autora sempre em constante descoberta no seu país que fundou a Associação A Princesa Azul com a qual fez uma tour durante um ano pelas escolas com uma sincera campanha de prevenção do bullying em favor da inclusão de cada criança.
Os seus livros geram impacto social na infância e nas famílias em situações vulneráveis. Através de histórias delicadas e ilustrações coloridas, ensina as crianças a amar-se e a descobrir o valor de ser único, tratando temas como inclusão, autismo, doenças, bullying… de forma subtil e universal.
Associação Princesa Azul
A Associação Princesa Azul, fundada por Filipa Sáragga após a publicação do seu livro A Princesa Azul e a Felicidade Escondida (2015), nasceu depois de mais de um ano a visitar escolas, com o propósito de promover o bem-estar emocional e a inclusão social através da educação e da sensibilização. A sua missão centra-se na prevenção do bullying e no fomento da autoestima, da empatia e da resiliência entre crianças e jovens, especialmente em contextos escolares. Ao longo da sua trajetória, a associação desenvolveu ações solidárias e campanhas de consciencialização, como a sua colaboração com o evento Vogue Fashion’s Night Out Lisboa, que destinou fundos a apoiar a defesa e promoção dos direitos da infância em situações de assédio e vulnerabilidade.
TEDx Aveiro
Em novembro de 2015, Filipa Sáragga foi convidada a participar no TEDx Aveiro. Com “As Cores da Vida” reflete sobre o poder transformador da arte, a dimensão emocional da cor e o seu compromisso com uma criação profundamente humana.
Através da sua experiência a trabalhar com crianças em situações vulneráveis, Filipa revela como a pintura e a expressão artística podem converter-se em ferramentas de diálogo, autoestima e cura. A sua obra procura despertar a empatia e recordar que a arte não é só estética: é também comunicação, identidade e esperança.
“A arte é uma ponte: une o que a dor separa, dá voz a quem não a tem e pinta de sentido os silêncios do mundo.”